domingo, 4 de dezembro de 2016

Paisagens dos que somos

 Impressionou-me ler Paul Auster, em seu Conto de Natal de Auggie Wren, que olhando uma mesma paisagem para compor um álbum de fotografias é possível ver mais do que sempre a mesma imagem. Dependendo do dia da semana, se é dia ou noite, se as pessoas transitam ou não pelas ruas, se é dia de semana ou um domingo, tudo altera a maneira como a paisagem se dá aos nossos olhos.
Aconteceria o mesmo com nossas paisagens interiores? com as tempestades das emoções, as suavidades de dias e noites tranquilas? instantes de serenidade ou de ebulição da alma, tudo pode alterar também as nuvens das nossas emoções, os céus se transformam diante do que nos dizem ou do que se revela para nós? sejam azuis ou cinzentos?
As paisagens urbanas e as nossas paisagens interiores se misturam enquanto compomos os álbuns do que somos. 29. nov.2016.






2 comentários:

Bruno disse...

eu aposto que si, Cris. o urbano se inscreve no desenho de nossa paisagem interior deixando suas marcas e ranhuras.

Unknown disse...

Que reflexão maravilhosa, Cris... Inquietante.