É preciso esperar, mas é preciso saber a hora de virar a página...
Se há amor, tem que ser servido fartamente, migalhas não satisfazem...
Viver é ato de coragem...
Báu de Espantos é o título de um livro do Mário Quintana, poeta que me encanta pela simplicidade com que mostra e fala da vida... "Em sua pobre eternidade, os deuses desconhecem o preço único do instante"...diz Quintana. Por isso que as imagens e palavras falem do presente e de como é possível olhar para ele e encantar-se...
terça-feira, 12 de setembro de 2017
segunda-feira, 14 de agosto de 2017
Vozes, Moinhos e Ventos
Ao longe sabemos o que ainda não somos. Letra, imagem, entrelinhas e pele.
Debruço-me sobre as areias finas ... o corpo embala-se...em movimento como as dunas... oscilando como as marés...
No horizonte paisageiam moinhos e escuto os gritos que são teus nos ventos.
No alaranjado dos céus desenham-se rostos das fotografias tantas vezes vistas.
Deixo-te no mar... imagem desfeita, não menos amada, para que sejas em mim finalmente abraço...
Debruço-me sobre as areias finas ... o corpo embala-se...em movimento como as dunas... oscilando como as marés...
No horizonte paisageiam moinhos e escuto os gritos que são teus nos ventos.
No alaranjado dos céus desenham-se rostos das fotografias tantas vezes vistas.
Deixo-te no mar... imagem desfeita, não menos amada, para que sejas em mim finalmente abraço...
domingo, 13 de agosto de 2017
domingo, 21 de maio de 2017
A Luz
“Perante
nós
O
futuro
Não espera
É agora”
Nos diz poeticamente Teresa
Salgueiro, em A Luz. Mas pensas que tem todo o tempo do mundo. As palavras ditas, até
mesmo o que não sabes tudo se derrama, mas de tudo foges, até de ti. Como
imagens tudo arde, os ouvidos te doem porque não queres ouvir. Queimo, rasgo,
deleto imagens, mas não é certo que transformando-as em cinzas deixarás de
existir. Explodi em palavras, hoje leio no horizonte os silêncios. Enquanto anseias
eu vivo. O agora me pede para ser inteira.
Não espera
É agora”
sexta-feira, 21 de abril de 2017
Cidade Turva
São Paulo 23 de Dezembro, 2016.
Estamos sempre em busca, numa longa viagem,
talvez a procura de nós mesmos. Cidades, ruas, fusos...rostos, mãos, palavras,
imagens como labirinto, diria Jorge Luís Borges, como se caminhássemos numa
biblioteca de Babel a céu aberto.
Num instante a chuva se derrama pelo vidro e muda
a direção, nem sou mais a mesma e nem a cidade diante de meus olhos. Procuro um
endereço, um nome, uma rua, um livro, a saúde, o amor, um rosto...? Perdendo-me,
finalmente me encontro? Não chego porque não sei o destino da viagem, não parto
totalmente porque não aprendi a ir. Vôos que nos trazem para dentro de nós
mesmos, horas que aproximam cidades, sono que não vem. Sensações de
paisagens turvas dentro de mim.
sexta-feira, 10 de março de 2017
Paisagens da Estrada
Nada sabemos do passado ou do futuro, mas dele entendo mais do que poderia. Ainda que de ti falte coragem sei que sabes e sentes o inexplicável que nos perpassa. Essa voz que ecoa e nos tira o sono e que diante dela nada nos sacia. Leveza, sonhos, paisagens, o tempo como um rio, mar? que nos atravessa por dentro e desagua-nos um no outro.
tardes quentes, pequenas distâncias, cada dia menores nesse fevereiro, que já não são mais tempos. O que nos distancia chama-se medo.
tardes quentes, pequenas distâncias, cada dia menores nesse fevereiro, que já não são mais tempos. O que nos distancia chama-se medo.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
Desencontro - Teresa Salgueiro
"Recolhes sem um lamento
com o sorriso que é teu
Os pedaços deste caos
Do que sou, de quem sou eu
E me cumpre desvendar
Para que a minha dor se apague
E o meu abraço se alongue
Só com leveza te afague
E mesmo que estejas longe
Eu seja a estrela que brilha
no fundo do teu olhar
Por mais que o mundo te pese
E o sonho tarde em chegar."
In: O Horizonte.
com o sorriso que é teu
Os pedaços deste caos
Do que sou, de quem sou eu
E me cumpre desvendar
Para que a minha dor se apague
E o meu abraço se alongue
Só com leveza te afague
E mesmo que estejas longe
Eu seja a estrela que brilha
no fundo do teu olhar
Por mais que o mundo te pese
E o sonho tarde em chegar."
In: O Horizonte.
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